Crónicas

Grande vitória em Alvalade do Futebol Clube do Porto! Foi 1 vitória muito feliz mas limpinha e sem ajudas de padres. O FC Porto entrou bem e marcou o 1-0 por Marega aos 7 minutos após um passe fabuloso de Corona. Mas depois do golo, o clube azul e branco em vez de partir para cima do adversário- que estava atarantado e desorientado- optou por gerir o jogo e a partir dos 15 minutos permitiu ao clube da zona de Alvalade jogar no seu meio campo. No entanto, o clube dos “viscondes” não conseguiu criar grandes oportunidades de golo. Só que em cima do intervalo, o Sporting empatou graças a 1 desconcentração e a várias falhas da equipa portista.

Na 2ª parte, o clube da zona de Alvalade entrou melhor, dispôs de algumas oportunidades de golo mas não conseguiu concretizar. Nessa altura disse para mim mesmo: os deuses da fortuna estão connosco, vamos ganhar o jogo. Foi o que sucedeu. Aos 65 minutos Sérgio Conceição colocou Luís Díaz no lugar de Nakajima. Diga-se que Nakajima era o único jogador portista que conseguia criar desequilíbrios no último terço do terreno. Com esta substituição, Marega passa para o lado direito e Luíz Díaz fica no lado esquerdo do ataque. E tudo mudou. Luís Díaz trouxe velocidade, imaginação e capacidade de criar desequilíbrios, Soares melhorou substancialmente de rendimento, Marega passou a jogar no lado em que rende mais e impediu que Acuna subisse tanto no terreno e a equipa azul e branca fechou melhor os flancos e não deixou que o adversário saísse com tanta facilidade para o ataque. Aos 73 minutos Soares fez o 2-1 final na sequência de 1 canto marcado por Alex Telles. E até ao final do jogo, o FC Porto esteve melhor e dispôs das melhores oportunidades de golo: Luíz Díaz por duas vezes e Alex Telles podiam ter feito o 3-1. Destaque para Soares, Nakajima, Corona e Luíz Díaz. Mbemba que entrou para o lugar de Pepe ainda na 1ª parte entrou bem e esteve seguro.

Vitória feliz mas limpa do FC Porto.

A partir deste momento, exige-se à equipa azul e branca muita concentração, solidez defensiva, equilíbrio táctico e eficácia na finalização. E muita lucidez e sensatez pois o polvo vai continuar a fazer das suas conforme se viu no jogo de ontem.

Agora venha o Moreirense!

P.S: Apesar da força do polvo vermelhusco e apesar das arbitragens vergonhosas, continuo a acreditar no título. Esta vitória vai dar muito ânimo e confiança à equipa e vai colocar em sentido a turma de carnide que, como sabemos, joga pouco futebol

Nuno Morujão

O FC Porto garantiu nesta quinta-feira o apuramento para os 16 avos de final da Liga Europa. Os dragões selaram a passagem na última jornada, com um triunfo frente ao Feyenoord (3-2), terminando no primeiro lugar do Grupo G, graças ao empate entre o Rangers e o Young Boys, na Escócia (1-1).

A equipa portista volta a chegar à passagem de ano ainda na Europa, algo que acontece de forma ininterrupta desde 2005/06, época da sofrível campanha na fase de grupos da Liga dos Campeões: último lugar, atrás de Inter, Rangers e um tal de Artmedia. Seguiram-se catorze anos a garantir a presença nas fases da eliminar das provas europeias.

Os dragões salvaram a imagem no panorama internacional mas fizeram um percurso errático, abaixo da habitual dimensão do clube. Venceram o Feyenoord quando o empate bastava, é certo, sem evidenciaram falhas defensivas que foram uma constante ao longo desta fase de grupos. O FC Porto encaixou nove golos, dois deles num início de jogo inacreditável no recinto portista.

À passagem da meia-hora, os cerca de 28 mil espectadores presentes no Estádio do Dragão já tinham assistido a uma curiosa troca de prendas entre as duas equipas. Um franco de Marsman permitiu o festejo de Luis Díaz (14m) e um autogolo inacreditável de Malacia (16m), após iniciativa de Soares, garantira uma vantagem de dois golos para os locais. Porém, estes devolveram a gentileza.

Sérgio Conceição dissera na véspera que os defesas-centrais do FC Porto ofereciam todas as garantias mas Pepe e Iván Marcano, sobretudo o luso-brasileiro, falharam nos lances que permitiram a resposta do Feyenoord. No 2-1, por exemplo, os dois ficaram a marcar o mesmo jogador (Senesi), libertando Botteghin para um cabeceamento fácil ao segundo poste (20m). Três minutos mais tarde, foi Larsson a antecipar-se a Pepe para assinar o empate com um desvio subtil.

O alarme soou na casa portista e, já depois de um penálti por marcar (mão de Sinisterra ao minuto 26), os portistas colocaram-se novamente em vantagem na sequência de um lance bem desenhado. Danilo serviu Marega na direita, este fugiu à marcação e cruzou atrasado para a entrada da área, onde Otávio obrigou Marsman a defesa incompleta. Na recarga, Soares impôs-se perante Eric Botteghin, com o defesa brasileiro a reclamar falta do adversário.

Nem um pio sequer.

A claque ilegal volta a manchar as ruas com violência, desta vez foi na capital do império, com cenas de agressão aos adeptos russos.

Segundo rezam as crónicas das redes sociais, porque por parte da comunicação social o silêncio é ensurdecedor, ultra croatas aliaram-se aos nn, para retaliar sobre a claque russa.

Em primeiro lugar, há que chamar a atenção, para o facto das autoridades portuguesas não terem “antecipado” a probabilidade da retaliação, preocupam-se só em tornar longa a revista aos adeptos portistas por esse país fora.

Em segundo lugar, chamar o quê à comunicação social manietada, presa e refém do clube de carnide, com ordem para tudo encobrir?

Aguarda-se nas próximas horas a intervenção do criador de mirtilos, que tão pressuroso foi em criticar os “assobiados” do João Félix, se não tiver ido ao Vanda metropolitano dar alento ao menino.

NOTA – Os casos abafados são tantos que até lhes perdemos a conta.
Ainda na passada sexta feira foram silenciadas as agressões no Bessa a dois jovens junto à pantera.
Cerca de 20 elementos dos No Name agrediram dois rapazes que se estavam a preparar para entrar no estádio (sócios do Boavista).

Não fosse a pronta actuação de um vigilante que colocou uma grade a proteger um dos rapazes que era pontapeado na cabeça, e não sabemos se hoje estaríamos a falar de mais um Marco Ficcini.

A polícia rapidamente chegou ao local (spotters e corpo de intervenção) apanhou todos os intervenientes, isolou-os numa caixa, mas pasme-se (ou não!), nada aconteceu, não existiram identificações e os bens comportados benfiquistas foram conduzidos até ao interior do estádio. VIVA A IMPUNIDADE!!!

Vitória tranquila e serena do Futebol Clube do Porto por 3-0 sobre o Casa Pia em Pina Manique em jogo a contar para 2ª jornada da fase de grupos da Taça da Liga. Foi 1 jogo sem história tal a diferença de qualidade entre estas 2 equipas. Esteve bem Sérgio Conceição em rodar os jogadores atendendo ao calendário duro e exigente deste mês e à diferença de ritmo, de intensidade e de qualidade de jogo entre os dois clubes. O Futebol Clube do Porto alinhou com Diogo Costa na baliza. Saravia, Mbemba, Diogo Leite e Manafá na defesa, Uribe, Sérgio Oliveira e Bruno Costa no meio campo e Luís Díaz, Soares e Nakajima no ataque. Desta forma, Sérgio Conceição poupou dez dos habituais titulares. Não foi 1 jogo de encher o olho mas deu para ver que se pode contar com Diogo Leite, Bruno Costa e Diogo Costa e que Sérgio Oliveira está plenamente recuperado. Os golos foram marcados por Saravia aos 50 minutos após 1 passe magnífico de Sérgio Oliveira, por Luis Díaz aos 68 minutos- excelente combinação ofensiva entre Sérgio Oliveira, Bruno Costa e Luis Díaz- e Soares aos 72 minutos. A equipa portista foi sempre superior ao adversário, controlou o jogo mas na 1ª parte falhou diversos passes e faltou acerto no último passe e no momento do remate. Soares e Bruno Costa, por exemplo, desperdiçaram 2 excelentes oportunidades de golo. Na 2ª parte, a toada do jogo manteve-se e o FC Porto acabou por concretizar em golos a sua superioridade. Ou seja, houve mais acerto no último passe e na finalização e falharam-se menos passes.

Destaque para Sérgio Oliveira, Bruno Costa e Luis Díaz. Fábio Silva mostrou no pouco tempo que esteve em campo que é 1 extraordinário avançado, com técnica, excelente mobilidade e muita garra. Saravia sobe bem no terreno e cruza com acerto mas faz faltas desnecessárias e não defende bem. E deu para estrear o lateral direito Tomás Esteves, um menino de 17 anos, que, se tiver a cabeça no lugar, vai ser 1 excelente jogador.

No domingo há 1 viagem difícil ao Jamor para defrontar o Belenenses.

Nuno Morujão

Um péssimo resultado e 1 má exibição do Futebol Clube do Porto em Glasgow. A equipa azul e branca perdeu por 2-0 e tem de vencer os 2 jogos que faltam para se apurar para a fase seguinte da Liga Europa. A equipa entrou bem com 3 centrais- Mbemba, Pepe e Marcano- e a jogar num sistema táctico de 5-3-2 no momento defensivo e 3-5-2 no momento ofensivo. Manafá e Alex Telles jogaram como laterais, Danilo, Uribe e Otávio no meio campo e Corona e Soares no ataque. Os primeiros 20 minutos foram do clube azul e branco, a pressionar o adversário em zonas altas e a criar 2 boas oportunidades de golo. Mas a partir dos 20 minutos, O Rangers equilibrou o jogo e acabou a 1ª parte a jogar melhor. Diga-se que a equipa portista impediu a equipa escocesa de cria perigo junto da sua baliza mas faltou-lhe qualidade no último passe e capacidade de criar desequilíbrios no último terço do terreno.

A segunda parte começou mal com a lesão de Pepe aos 47 minutos. O central foi substituído por Luís Díaz. Pensava-se que a equipa portista iria jogar num 4-3-3 com Luís Díaz a fazer companhia a Corona e Soares no ataque e Manafá, Mbemba, Marcano e Alex Telles na defesa. Puro engano. Sérgio Conceição não quis alterar o plano de jogo e manteve o esquema de 3 centrais com Corona a lateral direito e Manafá a lateral esquerdo e Mbemba, Marcano e Alex Telles(?) a centrais. Resultado, a equipa nunca mais se encontrou, recuou no terreno, perdeu o repentismo e a capacidade de criar desequilíbrios de Corona em zonas mais adiantadas, foi incapaz de sair com a bola controlada e em posse para o ataque e usou e abusou do pontapé para a frente, o que facilitou a tarefa defensiva da equipa escocesa. E aos 69 minutos o Rangers marca o 1º golo por Morelos- grande avançado. E 4 minutos depois Davis estabelece o resultado final perante a passividade da equipa portista. De imediato, Conceição meteu Fábio Silva para o lugar de Otávio, mas já nada a havia a fazer. Pouco antes, Zé Luís tinha entrado para o lugar do desinspirado Soares.

É importante que Sérgio Conceição e os jogadores reflictam sobre o que se está a passar. Os jogadores têm de ser mais empenhados, determinados e briosos no exercício da sua actividade profissional. E Sérgio Conceição tem de mudar o seu modus operandi. Gosto de Sérgio Conceição: é determinado, corajoso, é 1 pessoa de afectos e emoções- não gosto de pessoas frias e distantes-, dá o peito às balas e não é 1 pessoa opaca. Mas não pode levar tanto a peito determinadas situações, pois, por vezes, é necessário engolir sapos. E tem de saber perdoar. Vou dar 1 exemplo: num dos últimos jogos do Manchester City, Guardiola tirou Aguero e o avançado argentino não gostou, fez má cara e mostrou o seu desagrado ao treinador espanhol, tendo este olhado de lado para o seu jogador. Poucos minutos depois, o City marcou o golo da vitória. O que fez Guardiola? Foi festejar o golo com Aguero. Ou seja, passou a mensagem que conta com todos os jogadores, mesmo que alguns por vezes tomem atitudes menos felizes. É isto que Sérgio Conceição tem de fazer, mostrar a todos os jogadores do plantel que conta com eles. E tem de conferir mais equilíbrio táctico à equipa jogando com 1 linha de 3 jogadores do meio campo e não ter medo de lançar os jovens talentos da formação. Fábio Silva merece mais minutos e Vítor Ferreira merece a oportunidade de jogar na equipa principal.

Estou triste, preocupado e zangado com a equipa, mas domingo lá estarei no Bessa a apoiar o meu clube. Sempre com o meu clube, sobretudo nos momentos difíceis. É nos momentos difíceis que se vê o carácter das pessoas e a qualidade das equipas.

P.S: hoje fui ver 1 concerto, pelo que não pude ver a 2ª parte. Antes de entrar na sala soube do resultado pela App do meu clube. Fiquei muito triste, a minha vontade era não assistir ao concerto e ir embora. Mas a vida continua. Mal cheguei a casa fui ver a 2ª parte que tinha colocado a gravar. Melhores dias virão.

Nuno Morujão

O Futebol Clube do Porto venceu hoje no Dragão o Desportivo das Aves, último classificado da liga, por 1-0. O golo foi marcado por Marcano aos 13 minutos. Valeu o resultado, a exibição foi miserável. Uma equipa sem intensidade, sem velocidade, sem criatividade, sem capacidade para fazer a bola circular a bola rapidamente e sem capacidade para ir à linha fazer cruzamentos. A equipa azul e branca marcou o golo cedo e pensou-se que iria ser 1 noite tranquila e que se poderia chegar a 1 goleada. Puro engano. A equipa voltou a mostrar falta de ideias e a revelar 1 grande lentidão de processos. O que vale é que o Aves tem 1 equipa fraca e nunca chegou a assustar verdadeiramente o FC Porto. Mas o clube azul e branco correu riscos desnecessários. No princípio da 2ª parte Sérgio Conceição tirou Mbemba e Luís Díaz e colocou Alex Telles e Zé Luís, passando Manafá para lateral direito. Mesmo assim, a equipa continuou a jogar mal. No entanto, criou oportunidades suficientes para resolver o jogo. Já perto do final um esgotado Otávio deu o lugar a Uribe.

Destaque para Marcano- belo golo-, Pepe- imperial na defesa-, Danilo e um esforçado Manafá. Corona teve 1 noite péssima, bem como Soares e Luís Díaz. E Bruno Costa não agarrou a oportunidade que lhe foi dada.

Quanto ao árbitro Hélder Malheiro, não tem categoria para ser árbitro na 1ª liga. E prejudicou claramente o FC Porto: aos 25 minutos marcou- e bem- 1 penalty a favor da equipa azul e branca por falta sobre Bruno Costa mas foi alertado pelo VAR- Rui Costa- que talvez não houvesse falta. O árbitro foi ver o lance e voltou atrás na decisão. Inacreditável! E ainda na 1ª parte, mais precisamente aos 41 minutos, não viu outro penalty contra o Aves por mão na bola na grande área. O VAR nada disse. adiante…

Sérgio Conceição e os jogadores têm de reflectir sobre o que se está a passar. Depois de 1 jogo muito bom contra o Famalicão, a equipa fez 2 más exibições seguidas e 1 resultado negativo. A equipa tem de saber ultrapassar este momento menos bom pois seguem-se 2 jogos de grau de dificuldade muito elevado: Rangers na 5ª feira em Glasgow e no domingo no Bessa com o Boavista.

O melhor momento do jogo teve lugar aos 9 minutos quando todas as pessoas presentes no Dragão começaram a bater palmas ao bi-bota de ouro Fernando Gomes, o melhor ponta de lança da história do futebol português. Fernando Gomes atravessa 1 momento muito difícil e os portistas decidiram prestar-lhe esta bonita homenagem.

P.S: nunca assobiei o meu clube e não gosto de adeptos que por tudo e por nada assobiam a equipa. Mas respeito a insatisfação dos adeptos que no final do jogo expressam o seu descontentamento.

Nuno Morujão

Péssimo resultado e 1 exibição sem chama e sem brilho. O Futebol Clube do Porto empatou com o Marítimo a um golo na Madeira. Sérgio Conceição colocou a mesma equipa que iniciou o jogo com o Famalicão, mas não houve a mesma intensidade de jogo, a mesma velocidade e a mesma alegria. O Marítimo inaugurou o marcador aos 10 minutos na sequência de 1 canto e após 1 corte infeliz de cabeça de Danilo que colocou a bola à disposição de 1 jogador do Marítimo que fez o golo. A equipa azul e branca procurou reagir, teve mais posse de bola, mais remates mas faltou lucidez e arte no último passe e eficácia na finalização. Perante 1 Marítimo com o bloco baixo e os sectores muito juntos, faltou velocidade na circulação da bola, intensidade de jogo e inspiração. Na 2ª parte, Sérgio Conceição arriscou tudo e colocou Zé Luís e Nakajima nos lugares de Uribe e Mbemba. E já perto do final meteu Alex Telles no lugar de Luís Díaz passando Manafá para lateral direito. Nos últimos minutos o FC Porto pressionou a equipa madeirense e chegou ao empate aos 84 minutos por Pepe. E com mais discernimento, lucidez e acerto na finalização podia ter chegado à vitória. Não se pode criticar a atitude dos jogadores pois estes procuraram ganhar o jogo. Mas a realidade é que a equipa azul e branca, neste momento, não é 1 equipa inteiramente fiável pois tanto é capaz de fazer 1 grande jogo como faz 1 jogo sofrível. Hoje a equipa mostrou-se algo nervosa e denotou falta de de ideias para levar de vencida o Marítimo.

No FC Porto destaque para Danilo, apesar do corte infeliz que deu origem ao golo do Marítimo, Corona- já o vi jogar melhor mas procurou criar desequilíbrios e foi dos poucos a ir à linha-, Otávio e Alex Telles- entrou nos últimos 10 minutos e mexeu com o lado esquerdo do ataque. Já Soares foi 1 desastre e Zé Luís pouco acrescentou à equipa.

Agora falemos do árbitro Jorge Sousa. Fez 1 arbitragem miserável. Perdoou várias faltas e cartões a jogadores do Marítimo, permitiu imensas paragens e foi conivente com as constantes interrupções de jogo provocadas pela equipa madeirense. E não viu 1 falta sobre Soares perto do fim do jogo à entrada da grande área. No final, apenas deu 6 minutos de desconto. Incrível! O polvo está vivo e de boa saúde e a SAD do meu clube continua calada e não reage. Desculpem lá, mas em tempo de guerra não se limpam armas. Ou, como dizia o saudoso Mestre José Maria Pedroto, “enquanto fomos bons rapazes fomos sempre comidos”, Ou seja, é necessário 1 equipa mais constante e regular e uma SAD mais interventiva e actuante. Vai ser 1 campeonato muito duro e com muitas manobras de bastidores- veja-se o que se passou em Tondela no último domingo. Mas acredito que o FC Porto vai ser campeão. Mas para isso acontecer a equipa tem de cumprir o seu dever-ganhar os jogos.

Domingo às 20h00 lá estarei no Dragão. Sempre com o meu clube, nos bons momentos e nos momentos menos bons.

Nunno Morujão

O Futebol Clube do Porto venceu hoje o Famalicão por 3-0 e lidera a liga portuguesa. Enfim, o regresso da normalidade. Um resultado que peca por escasso, tal foi a superioridade da equipa azul e branca e o elevado número de oportunidades de golo criadas. Hoje sim, a equipa praticou um bom futebol: um futebol intenso, competitivo, jogado a alta rotação, com belíssimas combinações ofensivas, mudanças de flanco e 1 pressão constante sobre o adversário, não deixando este jogar. Para que tal acontecesse, foram essenciais a mudança de postura competitiva da equipa e as alterações introduzidas por Sérgio Conceição. Na equipa inicial do jogo de hoje, Sérgio Conceição colocou Mbemba a lateral direito, Manafá a lateral esquerdo, jogou com 1 linha de 3 jogadores no meio campo- Danilo, Uribe e Otávio- e com 3 homens no ataque: Corona no lado direito, Luís Díaz no lado esquerdo e Soares a ponta de lança. Com estas alterações, a equipa ganhou mais equilíbrio defensivo, preencheu melhores os espaços e o futebol ofensivo foi mais fluido.

A primeira parte foi notável, do melhor que vi esta época: um futebol intenso, veloz e jogado a alta rotação. impressionante! Pena que a equipa tenha sido perdulária no momento da finalização. Mas em cima do intervalo Luís Díaz colocou alguma justiça no resultado ao marcar o primeiro golo do jogo. Na 2ª parte, a equipa geriu muito bem o jogo, soube circular a bola, pressionou o adversário e marcou mais dois golos por Soares aos 73 minutos e Fábio Silva aos 88 minutos. Os 3 golos resultaram de erros provocados pela forte pressão da equipa portista. E foi pena que algumas das belíssimas jogadas ofensivas do FC Porto não tenham dado golo.

Todos os jogadores estiveram muito bem mas o melhor em campo foi Luís Díaz. O jogador colombiano marcou 1 golo e foi 1 constante quebra cabeças para a defesa do Famalicão com a sua criatividade, técnica e velocidade. Otávio também esteve muito bem. Aliás é no meio que o brasileiro rende mais e esteve envolvido no 1º e no 3º golo. Manafá fez 1 belíssimo jogo e Danilo voltou a ser o Danilo que conhecemos, o que é 1 excelente notícia para a família azul e branca. E Corona na frente cria desequilíbrios e não se desgasta tanto como quando joga a lateral direito.

Grande jogo, grande vitória e 1 ambiente fantástico no Dragão!

Agora segue-se 1 deslocação sempre difícil e complicada à Madeira na próxima 4ª feira.

P.S: Fábio Veríssimo voltou a mostrar que é 1 mau árbitro e que tem alergia ao azul e branco. O árbitro da Associação Futebol de Leiria não marcou algumas faltas claras de jogadores do Famalicão e perdoou alguns cartões aos jogadores da equipa famalicense. O que vale é que os jogadores não criaram muitos problemas. Para terminar, inacreditável o fora de jogo assinalado a Luíz Díaz quando este estava isolado diante do guarda-redes do Famalicão. O jogador colombiano não estava em fora de jogo e, mesmo que estivesse, o árbitro assistente devia ter esperado pelo final da jogada para marcar o fora de jogo e permitir, desta forma, a intervenção do VAR, Adiante…

Nuno Morujão

O Futebol Clube do Porto empatou 1-1 no Dragão com o Rangers. Um empate com sabor a derrota. Mas o mais grave é que o resultado foi bem melhor que a exibição. Um jogo miserável-não tenhamos medo das palavras- e uma equipa apática, sem criatividade, sem velocidade e sem intensidade. Uma defesa muito vulnerável- Marcano e Alex Telles fizeram 1 jogo tenebroso e acumularam erros atrás de erros-, um meio campo apático, lento e complicativo e um ataque desinspirado. O clube azul e branco até marcou primeiro-um golo fabuloso de Luís Díaz aos 36 minutos- mas deixou-se empatar muito perto do intervalo na sequência de 1 perda de bola com falhas defensivas pelo meio. A primeira parte foi fraca, com 1 equipa azul e branca sem ideias, lenta, presa de movimentos, sem intensidade, a não reagir rapidamente à perda da bola e a falhar passes. Mas o início da 2ª parte ainda foi pior. De facto, entre os 45 e os 60 minutos o FC Porto perdeu praticamente todas as disputas de bola no meio campo e não conseguia sair com critério para o ataque. Com a entrada de Bruno Costa para o lugar de Otávio a equipa melhorou, pois houve mais critério e acerto no passe. Mais tarde viriam a entrar Nakajima e Soares para os lugares de Luís Díaz e Zé Luís, Apesar de não jogar bem- longe disso-, a equipa azul e branca desperdiçou 2 flagrantes oportunidades de golo no final do jogo.

Foram postas a nu algumas fragilidades do processo defensivo. A equipa e o treinador têm de arrepiar caminho e reflectir sobre o que se passou neste final de tarde. O clube azul e branco empatou com 1 equipa vulgar e vai ter de lutar arduamente pelo apuramento num grupo acessível. A equipa está a complicar o apuramento por culpa própria pois nos 3 jogos até agora efectuados fez exibições muito tristonhas e nada convincentes.

Esta tarde o clube azul e branco fez 1 exibição deplorável. Há muito que não via um jogo tão desinspirado, tão falho de ideias e tão desgarrado. Desde os tempos do pobre do Paulo Fonseca e do coitado do José Peseiro que não via um jogo tão fraco.

Numa noite infeliz, salvaram-se Marchesín, Corona, Pepe, Luíz Díaz- este mais pelo grande golo que marcou do que propriamente pelo jogo que fez- e Bruno Costa que entrou para o lugar do infeliz Otávio e deu mais critério no passe à equipa. Já Danilo esteve lento, apático e desconcentrado, Uribe foi 1 sombra do jogador pendular que costuma ser, Otávio esteve muito infeliz e Marcano e Alex Telles foram 1 desastre. E Marega e Zé Luís pouco incomodaram a defesa escocesa

Vem aí o jogo com o Famalicão e 1 calendário muito intenso e exigente. Sérgio Conceição vai ter de introduzir diversas alterações no onze de forma a melhorar a forma como a equipa defende e tornar o processo ofensivo mais criativo e mais assertivo.

Hoje saí do Dragão muito preocupado e incomodado. A equipa tem de saber reagir a este momento menos positivo.

Domingo lá estarei no Dragão a apoiar a equipa.

P.S: arbitragem fraquinha. Um penalty claro por marcar por falta sobre Corona na grande área do Rangers na 1ª parte e dois cantos que não foram marcados no final da 1ª parte e no final do jogo a favor do clube azul e branco. Pelos vistos, o árbitro estava com pressa…Mas temos de assumir as nossas responsabilidades: não ganhamos porque não fomos competentes.

Nuno Morujão

Quem falha golos desta forma arrisca-se a perder. Foi o que aconteceu hoje. O Futebol Clube do Porto perdeu esta noite em Roterdão por 2-0 com o Feyenoord. A equipa entrou bem nos primeiros 20 minutos, controlou o jogo e dispôs de 2 boas oportunidades de golo, Mas a partir deste momento, o Feyenoord equilibrou o jogo, foi mais intenso, mais agressivo e os seus jogadores tiveram mais espírito de sacrifício. No início da 2ª parte, a equipa holandesa fez o 1-0 aos 49 minutos por Toornstra. Um golo em que a defesa azul e branca ficou muito mal na fotografia, sobretudo Manafá e Pepe. Sérgio Conceição tirou Nakajima- muito macio para a agressividade e o jogo muito físico dos holandeses- e colocou Luís Díaz. Um pouco mais tarde Soares entrou para o lugar de Zé Luís. A equipa azul e branca desperdiçou 6 claras oportunidades de golo- Marega, por exemplo, falhou 1 golo de baliza aberto e Otávio e Diáz atiraram à barra-, mas a defesa estava muito insegura e permissiva e o meio campo pouco intenso. E o Feyenoord enviou 2 bolas aos ferros, Já perto do final, a equipa de Roterdão fez o 2-0 final após 1 perda de bola infantil de Danilo e perante a permissividade da defesa azul e branca. A 2ª parte foi louca no que diz respeito às oportunidades de golo e aos espaços consentidos pelas 2 equipas. Mas faltou ao clube azul e branco serenidade e inteligência. Mesmo após o 1-0, a equipa portista com lucidez e carácter teria dado a volta ao resultado.

Alguns dirão que o resultado foi injusto e que não espelha o que se passou no relvado. Na minha opinião, o FC Porto pagou 1 preço muito alto pela ineficácia ofensiva e a debilidade defensiva demonstradas. Faltou intensidade, agressividade e eficácia. Destaque para Marchesín-algumas boas defesas e sem culpa nos golos-, Otávio- boa 2ª parte e o único que pegou no jogo- e Uribe a espaços. Marega lutou e abriu linhas de passe mas não pode falhar golos desta forma. Díaz mexeu um pouco com o jogo. Os restantes jogadores estiveram muito abaixo das suas reais capacidades. Manafá, Pepe, Marcano, Alex Telles e Danilo estiveram muito mal. Nakajima desperdiçou 1 boa oportunidade de golo e não criou desequilíbrios, Zé Luís foi 1 nulidade e Soares não trouxe nada de novo.

Mau jogo e péssimo resultado. O meu Futebol Clube do Porto perdeu com 1 equipa mediana e que estava ao seu alcance. Na equipa holandesa destacam-se Berghuis- que bem joga este holandês de 27 anos- e o sueco Larsson. Os outros jogadores são medianos. Agora vem aí 1 interregno motivado pelos compromissos das selecções e a liga portuguesa só volta a 27 de Outubro.Neste fim de semana não há futebol por causa do acto eleitoral. Enfim, o futebol português no seu melhor…

P.S: o árbitro não teve influência no resultado mas foi conivente com algumas entradas duras dos jogadores do Feyenoord. Fer e Tapia “deram pau” o jogo todo.