Crónicas

Um péssimo resultado e 1 má exibição do Futebol Clube do Porto em Glasgow. A equipa azul e branca perdeu por 2-0 e tem de vencer os 2 jogos que faltam para se apurar para a fase seguinte da Liga Europa. A equipa entrou bem com 3 centrais- Mbemba, Pepe e Marcano- e a jogar num sistema táctico de 5-3-2 no momento defensivo e 3-5-2 no momento ofensivo. Manafá e Alex Telles jogaram como laterais, Danilo, Uribe e Otávio no meio campo e Corona e Soares no ataque. Os primeiros 20 minutos foram do clube azul e branco, a pressionar o adversário em zonas altas e a criar 2 boas oportunidades de golo. Mas a partir dos 20 minutos, O Rangers equilibrou o jogo e acabou a 1ª parte a jogar melhor. Diga-se que a equipa portista impediu a equipa escocesa de cria perigo junto da sua baliza mas faltou-lhe qualidade no último passe e capacidade de criar desequilíbrios no último terço do terreno.

A segunda parte começou mal com a lesão de Pepe aos 47 minutos. O central foi substituído por Luís Díaz. Pensava-se que a equipa portista iria jogar num 4-3-3 com Luís Díaz a fazer companhia a Corona e Soares no ataque e Manafá, Mbemba, Marcano e Alex Telles na defesa. Puro engano. Sérgio Conceição não quis alterar o plano de jogo e manteve o esquema de 3 centrais com Corona a lateral direito e Manafá a lateral esquerdo e Mbemba, Marcano e Alex Telles(?) a centrais. Resultado, a equipa nunca mais se encontrou, recuou no terreno, perdeu o repentismo e a capacidade de criar desequilíbrios de Corona em zonas mais adiantadas, foi incapaz de sair com a bola controlada e em posse para o ataque e usou e abusou do pontapé para a frente, o que facilitou a tarefa defensiva da equipa escocesa. E aos 69 minutos o Rangers marca o 1º golo por Morelos- grande avançado. E 4 minutos depois Davis estabelece o resultado final perante a passividade da equipa portista. De imediato, Conceição meteu Fábio Silva para o lugar de Otávio, mas já nada a havia a fazer. Pouco antes, Zé Luís tinha entrado para o lugar do desinspirado Soares.

É importante que Sérgio Conceição e os jogadores reflictam sobre o que se está a passar. Os jogadores têm de ser mais empenhados, determinados e briosos no exercício da sua actividade profissional. E Sérgio Conceição tem de mudar o seu modus operandi. Gosto de Sérgio Conceição: é determinado, corajoso, é 1 pessoa de afectos e emoções- não gosto de pessoas frias e distantes-, dá o peito às balas e não é 1 pessoa opaca. Mas não pode levar tanto a peito determinadas situações, pois, por vezes, é necessário engolir sapos. E tem de saber perdoar. Vou dar 1 exemplo: num dos últimos jogos do Manchester City, Guardiola tirou Aguero e o avançado argentino não gostou, fez má cara e mostrou o seu desagrado ao treinador espanhol, tendo este olhado de lado para o seu jogador. Poucos minutos depois, o City marcou o golo da vitória. O que fez Guardiola? Foi festejar o golo com Aguero. Ou seja, passou a mensagem que conta com todos os jogadores, mesmo que alguns por vezes tomem atitudes menos felizes. É isto que Sérgio Conceição tem de fazer, mostrar a todos os jogadores do plantel que conta com eles. E tem de conferir mais equilíbrio táctico à equipa jogando com 1 linha de 3 jogadores do meio campo e não ter medo de lançar os jovens talentos da formação. Fábio Silva merece mais minutos e Vítor Ferreira merece a oportunidade de jogar na equipa principal.

Estou triste, preocupado e zangado com a equipa, mas domingo lá estarei no Bessa a apoiar o meu clube. Sempre com o meu clube, sobretudo nos momentos difíceis. É nos momentos difíceis que se vê o carácter das pessoas e a qualidade das equipas.

P.S: hoje fui ver 1 concerto, pelo que não pude ver a 2ª parte. Antes de entrar na sala soube do resultado pela App do meu clube. Fiquei muito triste, a minha vontade era não assistir ao concerto e ir embora. Mas a vida continua. Mal cheguei a casa fui ver a 2ª parte que tinha colocado a gravar. Melhores dias virão.

Nuno Morujão

O Futebol Clube do Porto venceu hoje no Dragão o Desportivo das Aves, último classificado da liga, por 1-0. O golo foi marcado por Marcano aos 13 minutos. Valeu o resultado, a exibição foi miserável. Uma equipa sem intensidade, sem velocidade, sem criatividade, sem capacidade para fazer a bola circular a bola rapidamente e sem capacidade para ir à linha fazer cruzamentos. A equipa azul e branca marcou o golo cedo e pensou-se que iria ser 1 noite tranquila e que se poderia chegar a 1 goleada. Puro engano. A equipa voltou a mostrar falta de ideias e a revelar 1 grande lentidão de processos. O que vale é que o Aves tem 1 equipa fraca e nunca chegou a assustar verdadeiramente o FC Porto. Mas o clube azul e branco correu riscos desnecessários. No princípio da 2ª parte Sérgio Conceição tirou Mbemba e Luís Díaz e colocou Alex Telles e Zé Luís, passando Manafá para lateral direito. Mesmo assim, a equipa continuou a jogar mal. No entanto, criou oportunidades suficientes para resolver o jogo. Já perto do final um esgotado Otávio deu o lugar a Uribe.

Destaque para Marcano- belo golo-, Pepe- imperial na defesa-, Danilo e um esforçado Manafá. Corona teve 1 noite péssima, bem como Soares e Luís Díaz. E Bruno Costa não agarrou a oportunidade que lhe foi dada.

Quanto ao árbitro Hélder Malheiro, não tem categoria para ser árbitro na 1ª liga. E prejudicou claramente o FC Porto: aos 25 minutos marcou- e bem- 1 penalty a favor da equipa azul e branca por falta sobre Bruno Costa mas foi alertado pelo VAR- Rui Costa- que talvez não houvesse falta. O árbitro foi ver o lance e voltou atrás na decisão. Inacreditável! E ainda na 1ª parte, mais precisamente aos 41 minutos, não viu outro penalty contra o Aves por mão na bola na grande área. O VAR nada disse. adiante…

Sérgio Conceição e os jogadores têm de reflectir sobre o que se está a passar. Depois de 1 jogo muito bom contra o Famalicão, a equipa fez 2 más exibições seguidas e 1 resultado negativo. A equipa tem de saber ultrapassar este momento menos bom pois seguem-se 2 jogos de grau de dificuldade muito elevado: Rangers na 5ª feira em Glasgow e no domingo no Bessa com o Boavista.

O melhor momento do jogo teve lugar aos 9 minutos quando todas as pessoas presentes no Dragão começaram a bater palmas ao bi-bota de ouro Fernando Gomes, o melhor ponta de lança da história do futebol português. Fernando Gomes atravessa 1 momento muito difícil e os portistas decidiram prestar-lhe esta bonita homenagem.

P.S: nunca assobiei o meu clube e não gosto de adeptos que por tudo e por nada assobiam a equipa. Mas respeito a insatisfação dos adeptos que no final do jogo expressam o seu descontentamento.

Nuno Morujão

Péssimo resultado e 1 exibição sem chama e sem brilho. O Futebol Clube do Porto empatou com o Marítimo a um golo na Madeira. Sérgio Conceição colocou a mesma equipa que iniciou o jogo com o Famalicão, mas não houve a mesma intensidade de jogo, a mesma velocidade e a mesma alegria. O Marítimo inaugurou o marcador aos 10 minutos na sequência de 1 canto e após 1 corte infeliz de cabeça de Danilo que colocou a bola à disposição de 1 jogador do Marítimo que fez o golo. A equipa azul e branca procurou reagir, teve mais posse de bola, mais remates mas faltou lucidez e arte no último passe e eficácia na finalização. Perante 1 Marítimo com o bloco baixo e os sectores muito juntos, faltou velocidade na circulação da bola, intensidade de jogo e inspiração. Na 2ª parte, Sérgio Conceição arriscou tudo e colocou Zé Luís e Nakajima nos lugares de Uribe e Mbemba. E já perto do final meteu Alex Telles no lugar de Luís Díaz passando Manafá para lateral direito. Nos últimos minutos o FC Porto pressionou a equipa madeirense e chegou ao empate aos 84 minutos por Pepe. E com mais discernimento, lucidez e acerto na finalização podia ter chegado à vitória. Não se pode criticar a atitude dos jogadores pois estes procuraram ganhar o jogo. Mas a realidade é que a equipa azul e branca, neste momento, não é 1 equipa inteiramente fiável pois tanto é capaz de fazer 1 grande jogo como faz 1 jogo sofrível. Hoje a equipa mostrou-se algo nervosa e denotou falta de de ideias para levar de vencida o Marítimo.

No FC Porto destaque para Danilo, apesar do corte infeliz que deu origem ao golo do Marítimo, Corona- já o vi jogar melhor mas procurou criar desequilíbrios e foi dos poucos a ir à linha-, Otávio e Alex Telles- entrou nos últimos 10 minutos e mexeu com o lado esquerdo do ataque. Já Soares foi 1 desastre e Zé Luís pouco acrescentou à equipa.

Agora falemos do árbitro Jorge Sousa. Fez 1 arbitragem miserável. Perdoou várias faltas e cartões a jogadores do Marítimo, permitiu imensas paragens e foi conivente com as constantes interrupções de jogo provocadas pela equipa madeirense. E não viu 1 falta sobre Soares perto do fim do jogo à entrada da grande área. No final, apenas deu 6 minutos de desconto. Incrível! O polvo está vivo e de boa saúde e a SAD do meu clube continua calada e não reage. Desculpem lá, mas em tempo de guerra não se limpam armas. Ou, como dizia o saudoso Mestre José Maria Pedroto, “enquanto fomos bons rapazes fomos sempre comidos”, Ou seja, é necessário 1 equipa mais constante e regular e uma SAD mais interventiva e actuante. Vai ser 1 campeonato muito duro e com muitas manobras de bastidores- veja-se o que se passou em Tondela no último domingo. Mas acredito que o FC Porto vai ser campeão. Mas para isso acontecer a equipa tem de cumprir o seu dever-ganhar os jogos.

Domingo às 20h00 lá estarei no Dragão. Sempre com o meu clube, nos bons momentos e nos momentos menos bons.

Nunno Morujão

O Futebol Clube do Porto venceu hoje o Famalicão por 3-0 e lidera a liga portuguesa. Enfim, o regresso da normalidade. Um resultado que peca por escasso, tal foi a superioridade da equipa azul e branca e o elevado número de oportunidades de golo criadas. Hoje sim, a equipa praticou um bom futebol: um futebol intenso, competitivo, jogado a alta rotação, com belíssimas combinações ofensivas, mudanças de flanco e 1 pressão constante sobre o adversário, não deixando este jogar. Para que tal acontecesse, foram essenciais a mudança de postura competitiva da equipa e as alterações introduzidas por Sérgio Conceição. Na equipa inicial do jogo de hoje, Sérgio Conceição colocou Mbemba a lateral direito, Manafá a lateral esquerdo, jogou com 1 linha de 3 jogadores no meio campo- Danilo, Uribe e Otávio- e com 3 homens no ataque: Corona no lado direito, Luís Díaz no lado esquerdo e Soares a ponta de lança. Com estas alterações, a equipa ganhou mais equilíbrio defensivo, preencheu melhores os espaços e o futebol ofensivo foi mais fluido.

A primeira parte foi notável, do melhor que vi esta época: um futebol intenso, veloz e jogado a alta rotação. impressionante! Pena que a equipa tenha sido perdulária no momento da finalização. Mas em cima do intervalo Luís Díaz colocou alguma justiça no resultado ao marcar o primeiro golo do jogo. Na 2ª parte, a equipa geriu muito bem o jogo, soube circular a bola, pressionou o adversário e marcou mais dois golos por Soares aos 73 minutos e Fábio Silva aos 88 minutos. Os 3 golos resultaram de erros provocados pela forte pressão da equipa portista. E foi pena que algumas das belíssimas jogadas ofensivas do FC Porto não tenham dado golo.

Todos os jogadores estiveram muito bem mas o melhor em campo foi Luís Díaz. O jogador colombiano marcou 1 golo e foi 1 constante quebra cabeças para a defesa do Famalicão com a sua criatividade, técnica e velocidade. Otávio também esteve muito bem. Aliás é no meio que o brasileiro rende mais e esteve envolvido no 1º e no 3º golo. Manafá fez 1 belíssimo jogo e Danilo voltou a ser o Danilo que conhecemos, o que é 1 excelente notícia para a família azul e branca. E Corona na frente cria desequilíbrios e não se desgasta tanto como quando joga a lateral direito.

Grande jogo, grande vitória e 1 ambiente fantástico no Dragão!

Agora segue-se 1 deslocação sempre difícil e complicada à Madeira na próxima 4ª feira.

P.S: Fábio Veríssimo voltou a mostrar que é 1 mau árbitro e que tem alergia ao azul e branco. O árbitro da Associação Futebol de Leiria não marcou algumas faltas claras de jogadores do Famalicão e perdoou alguns cartões aos jogadores da equipa famalicense. O que vale é que os jogadores não criaram muitos problemas. Para terminar, inacreditável o fora de jogo assinalado a Luíz Díaz quando este estava isolado diante do guarda-redes do Famalicão. O jogador colombiano não estava em fora de jogo e, mesmo que estivesse, o árbitro assistente devia ter esperado pelo final da jogada para marcar o fora de jogo e permitir, desta forma, a intervenção do VAR, Adiante…

Nuno Morujão

O Futebol Clube do Porto empatou 1-1 no Dragão com o Rangers. Um empate com sabor a derrota. Mas o mais grave é que o resultado foi bem melhor que a exibição. Um jogo miserável-não tenhamos medo das palavras- e uma equipa apática, sem criatividade, sem velocidade e sem intensidade. Uma defesa muito vulnerável- Marcano e Alex Telles fizeram 1 jogo tenebroso e acumularam erros atrás de erros-, um meio campo apático, lento e complicativo e um ataque desinspirado. O clube azul e branco até marcou primeiro-um golo fabuloso de Luís Díaz aos 36 minutos- mas deixou-se empatar muito perto do intervalo na sequência de 1 perda de bola com falhas defensivas pelo meio. A primeira parte foi fraca, com 1 equipa azul e branca sem ideias, lenta, presa de movimentos, sem intensidade, a não reagir rapidamente à perda da bola e a falhar passes. Mas o início da 2ª parte ainda foi pior. De facto, entre os 45 e os 60 minutos o FC Porto perdeu praticamente todas as disputas de bola no meio campo e não conseguia sair com critério para o ataque. Com a entrada de Bruno Costa para o lugar de Otávio a equipa melhorou, pois houve mais critério e acerto no passe. Mais tarde viriam a entrar Nakajima e Soares para os lugares de Luís Díaz e Zé Luís, Apesar de não jogar bem- longe disso-, a equipa azul e branca desperdiçou 2 flagrantes oportunidades de golo no final do jogo.

Foram postas a nu algumas fragilidades do processo defensivo. A equipa e o treinador têm de arrepiar caminho e reflectir sobre o que se passou neste final de tarde. O clube azul e branco empatou com 1 equipa vulgar e vai ter de lutar arduamente pelo apuramento num grupo acessível. A equipa está a complicar o apuramento por culpa própria pois nos 3 jogos até agora efectuados fez exibições muito tristonhas e nada convincentes.

Esta tarde o clube azul e branco fez 1 exibição deplorável. Há muito que não via um jogo tão desinspirado, tão falho de ideias e tão desgarrado. Desde os tempos do pobre do Paulo Fonseca e do coitado do José Peseiro que não via um jogo tão fraco.

Numa noite infeliz, salvaram-se Marchesín, Corona, Pepe, Luíz Díaz- este mais pelo grande golo que marcou do que propriamente pelo jogo que fez- e Bruno Costa que entrou para o lugar do infeliz Otávio e deu mais critério no passe à equipa. Já Danilo esteve lento, apático e desconcentrado, Uribe foi 1 sombra do jogador pendular que costuma ser, Otávio esteve muito infeliz e Marcano e Alex Telles foram 1 desastre. E Marega e Zé Luís pouco incomodaram a defesa escocesa

Vem aí o jogo com o Famalicão e 1 calendário muito intenso e exigente. Sérgio Conceição vai ter de introduzir diversas alterações no onze de forma a melhorar a forma como a equipa defende e tornar o processo ofensivo mais criativo e mais assertivo.

Hoje saí do Dragão muito preocupado e incomodado. A equipa tem de saber reagir a este momento menos positivo.

Domingo lá estarei no Dragão a apoiar a equipa.

P.S: arbitragem fraquinha. Um penalty claro por marcar por falta sobre Corona na grande área do Rangers na 1ª parte e dois cantos que não foram marcados no final da 1ª parte e no final do jogo a favor do clube azul e branco. Pelos vistos, o árbitro estava com pressa…Mas temos de assumir as nossas responsabilidades: não ganhamos porque não fomos competentes.

Nuno Morujão

Quem falha golos desta forma arrisca-se a perder. Foi o que aconteceu hoje. O Futebol Clube do Porto perdeu esta noite em Roterdão por 2-0 com o Feyenoord. A equipa entrou bem nos primeiros 20 minutos, controlou o jogo e dispôs de 2 boas oportunidades de golo, Mas a partir deste momento, o Feyenoord equilibrou o jogo, foi mais intenso, mais agressivo e os seus jogadores tiveram mais espírito de sacrifício. No início da 2ª parte, a equipa holandesa fez o 1-0 aos 49 minutos por Toornstra. Um golo em que a defesa azul e branca ficou muito mal na fotografia, sobretudo Manafá e Pepe. Sérgio Conceição tirou Nakajima- muito macio para a agressividade e o jogo muito físico dos holandeses- e colocou Luís Díaz. Um pouco mais tarde Soares entrou para o lugar de Zé Luís. A equipa azul e branca desperdiçou 6 claras oportunidades de golo- Marega, por exemplo, falhou 1 golo de baliza aberto e Otávio e Diáz atiraram à barra-, mas a defesa estava muito insegura e permissiva e o meio campo pouco intenso. E o Feyenoord enviou 2 bolas aos ferros, Já perto do final, a equipa de Roterdão fez o 2-0 final após 1 perda de bola infantil de Danilo e perante a permissividade da defesa azul e branca. A 2ª parte foi louca no que diz respeito às oportunidades de golo e aos espaços consentidos pelas 2 equipas. Mas faltou ao clube azul e branco serenidade e inteligência. Mesmo após o 1-0, a equipa portista com lucidez e carácter teria dado a volta ao resultado.

Alguns dirão que o resultado foi injusto e que não espelha o que se passou no relvado. Na minha opinião, o FC Porto pagou 1 preço muito alto pela ineficácia ofensiva e a debilidade defensiva demonstradas. Faltou intensidade, agressividade e eficácia. Destaque para Marchesín-algumas boas defesas e sem culpa nos golos-, Otávio- boa 2ª parte e o único que pegou no jogo- e Uribe a espaços. Marega lutou e abriu linhas de passe mas não pode falhar golos desta forma. Díaz mexeu um pouco com o jogo. Os restantes jogadores estiveram muito abaixo das suas reais capacidades. Manafá, Pepe, Marcano, Alex Telles e Danilo estiveram muito mal. Nakajima desperdiçou 1 boa oportunidade de golo e não criou desequilíbrios, Zé Luís foi 1 nulidade e Soares não trouxe nada de novo.

Mau jogo e péssimo resultado. O meu Futebol Clube do Porto perdeu com 1 equipa mediana e que estava ao seu alcance. Na equipa holandesa destacam-se Berghuis- que bem joga este holandês de 27 anos- e o sueco Larsson. Os outros jogadores são medianos. Agora vem aí 1 interregno motivado pelos compromissos das selecções e a liga portuguesa só volta a 27 de Outubro.Neste fim de semana não há futebol por causa do acto eleitoral. Enfim, o futebol português no seu melhor…

P.S: o árbitro não teve influência no resultado mas foi conivente com algumas entradas duras dos jogadores do Feyenoord. Fer e Tapia “deram pau” o jogo todo.

Vitória justa mas muito sofrida do Futebol Clube do Porto por 1-0 sobre o Rio Ave em Vila do Conde. O golo foi apontado por Marega aos 12 minutos. Na 1ª parte o FC Porto foi claramente superior, não deixou o adversário jogar e podia ter marcado mais golos e resolvido a partida. Marega logo no início do jogo falhou 1 clara oportunidade de golo na cara do guarda-redes do Rio Ave.

Na 2ª parte o Rio Ave incomodou mais o clube azul e branco mas não dispôs de oportunidades de golo. Pelo meio há 1 golo bem anulado à equipa de Vila do Conde. Após este lance, a equipa portista podia ter resolvido o jogo num livre superiormente marcado por Alex Telles e num remate soberbo de Zé Luís. Sérgio Conceição colocou Mbemba no lugar de um esgotado Nakajima, de forma a ganhar músculo no meio campo. Mbemba entrou muito bem pois fez cortes importantes e mostrou 1 grande serenidade. No entanto, o FC Porto recuou no terreno e permitiu o domínio territorial do Rio Ave nos últimos 10 minutos, embora a equipa vilacondense não tenha criado oportunidades de golo. Esta noite o FC Porto não vestiu o smoking mas o fato macaco. Por vezes é necessário ser pragmático e colocar de lado o romantismo. Foi isso que fez Sérgio Conceição ao colocar Mbemba no lugar de Nakajima. Mas gosto de 1 futebol mais intenso, com mais inspiração e não gosto de ver o meu FC Porto recuar desta forma no terreno e a não conseguir sair com a bola jogável como aconteceu nos últimos 10 minutos.

Destaque para Marega- marcou o único golo do jogo-, Uribe, Otávio, Pepe, Alex Telles, Nakajima, Zé Luís e Mbemba.

Vitória justa da equipa azul e branca num campo tradicionalmente difícil. Dever cumprido!

Agora venha o Feyenoord!

P.S: o árbitro Nuno “Ferrari vermelho” Almeida voltou a fazer das suas: perdoou vários cartões amarelos a jogadores do Rio Ave e mostrou 1 amarelo incompreensível a Zé Luís. Vá lá que não teve influência no resultado. Menos mau.

Nuno Morujão

O Futebol Clube do Porto venceu o Santa Clara por 1-0 no Estádio do Dragão em jogo a contar para a 1ª jornada da taça da liga. A equipa azul e branca apresentou diversas alterações: Diogo Costa, Mbemba, Diogo Leite, Bruno Costa, Nakajima e Fábio Silva jogaram de início. Da equipa que jogou no domingo só actuaram dois de início, Pepe e Manafá. E a equipa jogou com 3 defesas- Pepe, Mbemba e Diogo Leite- dando maior profundidade ao jogo com Manafá e Alex Telles a jogarem mais adiantados no terreno. Uma 1ª parte muito interessante mas não muito intensa com a equipa portista a marcar o golo da vitória por Diogo Leite de cabeça aos 45 minutos após 1 excelente trabalho de Nakajima no lado esquerdo.

Na 2ª parte, o FC Porto continuou a dominar o jogo, jogou melhor, criou muitas e mais oportunidades de golo, empurrou o Santa Clara para o seu meio campo e aumentou a intensidade de jogo. Para que tal acontecesse, foram fundamentais Romário Baró e Nakajima-que bem jogaram estes 2 futebolistas- e a subida de produção de Bruno Costa. A equipa de 1 forma geral esteve bem. Apenas não gostei de Tiquinho-muito perdulário, precipitado e a perder muitos lances- e de Manafá que não esteve muito bem a cobrir o seu flanco e também perdeu alguns lances. Já Fábio Silva lutou muito mas não esteve muito feliz. Destaque para Nakajima, Romário Baró, Alex Telles, Bruno Costa, Pepe, Mbemba e Diogo Leite.

Vitória clara e indiscutível mas que peca por escassa.

Nota negativa para o árbitro: foi complacente com o jogo agressivo e duro do Santa Clara. De facto a equipa açoreana deu pau o jogo todo. O pior aconteceu já nos últimos minutos, quando Fábio Cardoso teve 1 entrada brutal e assassina sobre Romário Baró obrigando à saída deste. Espero que a lesão do jovem médio não seja muito grave. O mais preocupante é que o árbitro só mostrou o cartão amarelo quando devia ter mostrado cartão vermelho. Aguardo com muita curiosidade os comentários dos especialistas de arbitragem sobre alguns lances deste jogo e as entradas duras dos jogadores do Santa Clara.

Dever cumprido!

Agora venha o Rio Ave!

Nuno Morujão

Vitória justa e tranquila do Futebol Clube do Porto por 2-0 sobre o Santa Clara. Na 1ª parte, sobretudo nos primeiros 20 minutos, o clube azul e branco dominou por completo a equipa açoreana, não deixou o adversário criar perigo, construiu diversas oportunidades de golo e, com naturalidade, chegou ao intervalo a ganhar por 2-0. Zé Luís marcou aos 15 minutos o primeiro golo e, já perto do intervalo, um autogolo de 1 jogador do Santa Clara ditou o resultado final. Na 2ª parte, o FC Porto baixou o ritmo e a intensidade de jogo mas nunca deixou de controlar e gerir a partida e nos últimos 20 minutos voltou a aumentar o ritmo e dispôs de 5 flagrantes oportunidades de golo. Um jogo sem história, uma vitória tranquila que peca por escassa, um FC Porto sólido, consistente, competente e claramente superior ao seu adversário que jogou com 5 defesas, com as linhas muito recuadas e que raramente incomodou a defesa portista.

Destaque para Otávio – está em boa forma o criativo brasileiro – Pepe, Danilo, Uribe, Corona e Zé Luís-belo golo.

Dever cumprido!

Não vale a pena perder muito tempo com Luís Godinho. Trata-se de 1 mau árbitro: marcou faltas inexistentes contra o FC Porto- julgo que ultrapassou as 20 faltas-, mostrou cartões amarelos inexplicáveis a jogadores portistas- Nakajima, por exemplo- e conseguiu irritar jogadores e adeptos com os seus erros e decisões absurdas. E há 1 penalty a favor do FC Porto na 2ª parte por mão de 1 jogador do Santa Clara que o árbitro e o VAR não viram. Antes, por volta dos 55 minutos, há 1 lance que envolve Uribe na grande área azul e branca que suscitou algumas dúvidas. Não é penalty! Uribe chega primeiro à bola e não vê o jogador do Santa Clara que está nas suas costas. Mas a cartilha já está a funcionar. No entanto, o clube de todos os regimes empata num lance em que há falta de Seferovic sobre 1 jogador do Moreirense mas para os analistas e comentadores não há falta. Adiante. Não há nada a fazer, o futebol português é 1 esgoto a céu aberto.

Nuno Morujão

O Futebol Clube do Porto entrou a ganhar na Liga Europa ao vencer no Dragão o Young Boys, bi-campeão suíço, por 2-1. Sérgio Conceição introduziu 1 alteração relativamente ao último jogo com o Portimonense: Soares no lugar de Zé Luís. A primeira parte foi interessante pois a equipa azul e branca fez boas combinações ofensivas sobretudo com Otávio, Soares, Díaz e Corona. O clube portista entrou bem e aos 8 minutos Soares marcou o 1º golo. O jogo parecia bem encaminhado. O FC Porto tinha mais posse de bola, jogava no meio campo do adversário e criava perigo através de Corona, Soares, Otávio e Díaz. E Uribe era o pêndulo do meio campo. No entanto, o Young Boys no 1º lance em que chegou à grande área portista conseguiu 1 penalty e na conversão do mesmo reestabeleceu o empate aos 15 minutos. O FC Porto reagiu rapidamente: Danilo enviou 1 bola ao poste e aos 29 minutos Soares fez o 2-1 final na sequência de 1 bela jogada colectiva.

A segunda parte foi fraca. Um FC Porto apático, pouco combativo, a falhar passes, a perder muitas bolas e a não conseguir criar tanto perigo. O Young Boys teve mais bola, jogou mais no meio campo azul e branco, estava mais confortável no jogo mas não conseguiu criar grandes oportunidades de golo. Sérgio Conceição procurou alterar o rumo dos acontecimentos mas não foi feliz nas substituições: Romário Baró e Manafá entraram para os lugares de Díaz e Marega mas não trouxeram nada de novo. Pelo meio Soares falhou o 3-1 e Marchesín fez 1 defesa importante que conservou a vantagem azul e branca. Já perto do fim, Soares deu o lugar a Fábio Silva. O ponta de lança de 17 anos tornou-se no mais jovem jogador portista a actuar nas competições europeias. E entrou muito bem Fábio Silva: tem classe e talento, não tem medo de ir ao choque e não se intimidou com as entradas agressivas dos defesas da equipa helvética. Com as substituições, Sérgio Conceição fez a equipa recuar, deixou de ser feita pressão sobre a equipa suíça logo à entrada da grande área e a equipa azul e branca perdeu poder de choque e ficou mais frágil no jogo aéreo.

Vitória justa mas sofrida. Uma 1ª parte interessante e uma 2ª parte fraca. Destaque para Soares, Pepe- que grande jogo fez o central-, Marchesín, Corona, Otávio, Díaz e Uribe. Já Marega não esteve bem, Danilo não foi o jogador esclarecido que costuma ser e o próprio Uribe baixou de rendimento na 2ª parte.

Valeu o resultado! Objectivo cumprido! O FC Porto tem a obrigação de jogar muito mais e melhor.

Agora venha o Santa Clara.

Nuno Morujão