Crónicas

Vitória justa do Futebol Clube do Porto nos Açores por 2-0 sobre o Santa Clara. Não foi 1 jogo brilhante, longe disso, mas a vitória é indiscutível. A equipa entrou com Marchesín, Manafá, Mbemba, Marcano, Alex Telles, Danilo, Sérgio Oliveira, Otávio, Corona, Soares e Marega. O avançado maliano jogou descaído sobre o lado esquerdo e Corona jogou numa zona mais central no último terço do terreno. A 1ª parte foi fraquinha: pouca intensidade, pouca velocidade e sem criatividade. Foi 1 jogo muito disputado a meio campo e com poucas oportunidades de golo. Otávio e Corona eram os únicos que procuravam a agitar o jogo e criar desequilíbrios. Manafá, embora falhando muitos passes, procurava dar profundidade ao lado direito e Sérgio Oliveira com uma entrada discreta ia, aos poucos, subindo de rendimento. Aos 37 minutos Manafá fez o 1º golo. Um golaço de 1 jogador mal amado! Manafá arranca em velocidade na intermediária da equipa açoreana, tabela com Sérgio Oliveira e frente ao guarda-redes do Santa Clara faz 1 belíssimo golo com 1 remate junto ao poste do lado esquerdo. Entretanto, Carlos Xistra dava espectáculo: fazia vista grossa ao jogo muito faltoso do Santa Clara e inventou 1 cartão vermelho a Manafá aos 43 minutos. Valeu o VAR que evitou 1 expulsão escandalosa. Fiquei chocado com o ar determinado e decidido com que Xistra mostrou o vermelho ao lateral portista.

Na 2ª parte, a equipa azul e branca entrou melhor e não concedeu muitos espaços ao adversário. Mas Xistra continuava imparável e inventou 1 falta que não existe à entrada da área azul e branca: na marcação do livre a bola foi ao poste para desespero dos comentadores da Sport Tv. O árbitro da Associação de Futebol de Castelo Branco continuava a acumular erros atrás de erros, sempre em prejuízo do FC Porto: há 1 falta clara sobre Marega e 1 outra sobre Otávio que não foram assinaladas. Aos 70 minutos Carlos Xistra marcou 1 penalty a favor do clube azul e branco, provavelmente por engano. Mas Alex Telles atirou a bola ao poste para alívio dos jornalistas da Sport Tv que então disseram que o jogo continuava vivo e com o resultado em aberto. Adiante…Mas aos 76 minutos Marcano fez o 2-0 final na sequência de 1 livre marcado por Sérgio Oliveira com régua e esquadro. O jogo estava decidido e o Santa Clara pouco ou nada fez até ao final do jogo.

Destaque para Sérgio Oliveira, Manafá- marcou 1 belíssimo golo, quem diria…-, Otávio, Corona, Mbemba e Marcano. E Romário Baró entrou muito bem para o lugar de Corona numa altura em que o clube azul e branco ganhava por 1-0.

Exibição cinzenta, excelente vitória! Dever cumprido!

Agora venha o Rio Ave!

Nuno Morujão

O Futebol Clube do Porto perdeu com o Bayer Leverkusen em pleno Estádio do Dragão por 3-1. Vitória justa da equipa alemã. De facto, o Bayer Leverkusen foi melhor nos dois jogos pelo que mereceu a passagem aos oitavos de final da Liga Europa.

Foi 1 FC Porto com pouca intensidade, sem velocidade e sem criatividade que se apresentou hoje ao final da tarde no Dragão. A equipa alemã ganhou o jogo no meio campo com 1 circulação de bola rápida, a trocar a bola no meio campo portista, com 1 futebol intenso e com avançados rápidos e com grande mobilidade. O Bayer marcou o 1º golo aos 13 minutos tendo tudo começado numa perda de bola de Uribe na intermediária azul e branca e em seguida contou com a permissividade da defesa portista. O clube azul e branco nunca soube reagir à desvantagem no marcador, o meio campo estava cansado e sem ideias e o ataque mostrava-se inofensivo. Uribe e Sérgio Oliveira, por exemplo, estiveram muito mal no plano físico, táctico e na construção de jogo. Do desastre geral escaparam Otávio-não merecia esta “traição” dos colegas e do treinador- e Marchesin que evitou alguns golos da equipa alemã. Ao intervalo, Sérgio Conceição colocou Pepe no lugar de Uribe e a equipa passou a jogar com 3 defesas- Mbemba, Pepe e Marcano- e Corona passou para o meio campo. Mas entre os 50 e os 58 minutos o Bayer Leverkusen fez dois golos e resolveu o jogo e a eliminatória. Soares, entretanto, entrou para o lugar do apagado e desastrado Zé Luís e a equipa melhorou um pouco e reduziu a desvantagem por Marega aos 65 minutos na sequência de 1 excelente trabalho de Otávio no lado direito. Nos últimos 15 minutos tivemos 2 ou 3 jogadas com princípio meio e fim- passaram invariavelmente pelos pés de Otávio e de Corona que subiu de rendimento nesse período de jogo- e pouco mais.

Péssimo resultado, exibição muito fraca e eliminação justa. Não tenhamos medo das palavras, o FC Porto teve 1 participação “muito pobrezinha” nas competições europeias desta época. Esperava-se mais, muito mais, do clube azul e branco. É urgente fazer 1 reflexão sobre o que se passou esta época e a forma como a mesma foi preparada.

Agora é levantar a cabeça e pensar no liga portuguesa. Ainda há muito para conquistar!

P.S 1: que grande jogador é Kai Havetz!. Este jovem alemão de 20 anos tem técnica, visão de jogo, remata bem e sabe passar a bola no momento certo. A inteligência e o talento ao serviço do futebol. Dá gosto vê-lo jogar!

P.S 2: má arbitagem! O árbitro romeno esteve muito mal no capítulo disciplinar, tendo sido muito rigoroso com os jogadores azuis e brancos e muito brando com os jogadores do Bayer. Mas não teve influência no resultado e, portanto, não foi por aí que o gato foi às filhoses.

Nuno Morujão

Uf, ganhamos! O Futebol Clube do Porto venceu esta noite no Dragão o Portimonense por 1-0. O golo foi marcado por Alex Telles aos 87 minutos num remate fabuloso. Foi 1 vitória suada, muito sofrida mas justa.

Sérgio Conceição apenas introduziu 1 alteração relativamente ao jogo com o Bayer Leverkusen: saiu Manafá e entrou Otávio para o lado direito do meio campo e Corona recuou para lateral direito. Foi um FC Porto apático, sem intensidade, sem velocidade e sem ideias. Um FC Porto a falhar passes e a não conseguir criar desequilíbrios no ultimo terço do terreno.

É certo que na 1ª parte a equipa dispôs de 3 flagrantes oportunidades de golo- Corona e Soares duas vezes-, mas era notório o cansaço de Uribe e Sérgio Oliveira, era clara a falta de inspiração de Corona e Luís Díaz e era evidente a falta de ideias da equipa. O Portimonense esteve muito concentrado e organizado no processo defensivo e dificultou muito a tarefa da equipa portista. Aos 39 minutos Uribe teve 1 entrada imprudente sobre Jackson e o VAR Bruno Esteves chamou a atenção do árbitro Hugo Miguel que não tinha assinalado penalty. Boa decisão do VAR. No entanto, houve 2 penalties a favor do FC Porto que nem o árbitro nem o VAR viram: aos 29 minutos Soares é agarrado na grande área da equipa algarvia e aos 67 minutos Zé Luís sofre 1 falta clara dentro da grande área do Portimonense. Conclusão: Hugo Miguel e Bruno Esteves ou são incompetentes ou são desonestos. E o grande prejudicado foi o FC Porto. Na conversão do penalty Jackson atirou para as nuvens. Lembremos que Jackson falhou diversos penalties ao serviço do FC Porto.

Na 2ª parte, a equipa azul e branca continuou a mostrar falta de ideias e aos 54 minutos Nakajima e Zé Luís entraram para os lugares de Uribe e Soares. A equipa melhorou um pouco mas faltavam ideias e, sobretudo, cabeça à equipa. No entanto os jogadores azuis e brancos nunca viraram a cara à luta e intensificaram a pressão nos últimos 15 minutos do jogo. Aos 82 minutos Romário Baró entrou para o lugar de 1 esgotado Sérgio Oliveira. E entrou bem o jovem jogador pois não se escondeu do jogo e trouxe frescura e velocidade ao meio campo. E aos 87 minutos, Alex Telles num remate soberbo fora da área fez o golo da partida e estabeleceu o resultado final.

Destaque para Alex Telles- o melhor em campo-, Otávio, Nakajima e Romário Baró.

O mais importante foi conseguido: a vitória. A exibição deixou a desejar. A equipa acusou algum cansaço físico e mostrou falta de ideias. Na minha opinião, Sérgio Conceição devia ter poupado dois ou três jogadores, pois era evidente o cansaço de alguns futebolistas azuis e brancos. Mas o treinador esteve bem nas substituições.

Agora vem 1 jogo muito complicado na próxima 5ª feira com o Bayer Leverkusen.

P.S: as nomeações de Hugo Miguel e Bruno Esteves para o jogo desta noite foram 1 provocação ao FC Porto. E a actuação destas 2 tristes criaturas no decurso do jogo mostrou, uma vez mais, que o futebol português é 1 esgoto a céu aberto.

Nuno Morujão

O Futebol Clube do Porto perdeu por 2-1 em Leverkusen em jogo a contar para a 1ª mão dos 16 avos de final da Liga Europa. A exibição foi cinzenta e o resultado, apesar da derrota, foi bem melhor que a exibição. A primeira parte foi fraca, com os médios- Uribe e Sérgio Oliveira- muito agarrados às funções de cobertura e não apoiando o ataque, com um Luís Díaz desinspirado e Manafá a titular. Como é possível este lateral jogar a titular numa partida tão exigente e importante? O penalty cometido por Manafá, e que deu origem ao 2º golo da equipa alemã, é ridículo. O Bayer Leverkusen marcou o 1º golo aos 29 minutos por Alario após 1 bom cruzamento de Lars Bender , com Alex Telles a falhar o corte de cabeça e toda a defesa azul e branca a dormir. A equipa portista só fez 1 remate na 1ª parte por Uribe aos 43 minutos. Um excelente remate, diga-se, que proporcionou uma grande defesa ao guarda-redes da equipa alemã. Foi 1 FC Porto pouco agressivo, pouco intenso, pouco pressionante, sem ideias e demasiado preocupado em fechar os espaços aos principais jogadores do clube alemão. Uma equipa muito recuada no terreno, que esteve mal nas transições e com os extremos a apoiar os laterais no momento defensivo mas a não conseguirem criar perigo na defesa alemã.

Na 2ª parte o clube azul e branco entrou melhor, a pressionar mais o adversário e estava melhor na partida mas Kevin Volland bateu o pobre Manafá- que devia estar a dormir- tendo este cometido 1 penalty infantil. Na conversão da grande penalidade, Marchesín defendeu o remate de Havertz- dá gosto ver jogar o jovem jogador alemão de 20 anos-, mas o árbitro mandou repetir o penalty por indicação do VAR e na repetição Havertz não perdoou e fez o 2-0 aos 57 minutos. Excesso de rigor do árbitro esloveno ao ordenar a repetição da grande penalidade. Adiante. Com este resultado Sérgio Conceição colocou Nakajima no lugar do infeliz Manafá e Zé Luíz no lugar do apagado Soares. Corona passou para defesa direito, Nakajima jogou na posição 10 e Marega deslocou-se para zonas de finalização e deixou de jogar tão encostado no lado direito. As melhorias foram evidentes, Nakajima e Corona provocaram desequilíbrios na defesa alemã e Zé Luís entrou bem e esteve no golo portista aos 74 minutos apontado por Luís Díaz. A seguir ao golo portista, Sérgio Conceição colocou Danilo no lugar de Luís Díaz, o que permitiu a subida no terreno de Sérgio Oliveira e Uribe, O FC Porto podia ter empatado o jogo na sequência de 1 cabeçada de Uribe nos descontos após 1 bom trabalho de Corona no lado direito.

Na minha opinião foi 1 vitória justa da equipa alemã. Destaque para Sérgio Oliveira, Marchesín, Mbemba, Uribe, Corona, Nakajima e Zé Luís. Ah, e tivemos direito a uma arbitragem muito caseirinha.

Está tudo em aberto para o jogo da 2ª mão. O Bayer Leverkusen está ao alcance da equipa azul e branca. A defesa parece frágil e o meio campo dá espaços ao adversário. Mas atenção ao avançado Kevin Volland e ao jovem criativo Havertz.

Agora venha o Portimonense! Um jogo de cada vez. Ainda há muito para ganhar esta temporada.

Nuno Morujão

O Futebol Clube do Porto venceu o Guimarães por 2-1 e está a 1 ponto do clube de todos os regimes. Vitória justa num jogo intenso, disputado e competitivo. Foi um dos melhores jogos desta liga. O clube azul e branco teve 1 entrada avassaladora e fez uns primeiros quinze minutos fabulosos com 1 futebol intenso, competitivo, pressionante, com 1 meio campo em grande nível e com excelentes combinações ofensivas. Como corolário desta entrada magnífica, Sérgio Oliveira fez o 1-0 aos 10 minutos com 1 remate de belo efeito. A bola foi à barra e de seguida bateu nas costas do guarda-redes vimaranense e entrou na baliza, Entre os 15 e os 25 minutos o Guimarães reagiu bem, teve 2 oportunidades de golo mas de imediato a equipa portista voltou a tomar conta da partida e criou diversas oportunidades de golo para ampliar a vantagem. O FC Porto saiu em vantagem para o intervalo, vantagem essa que pecava por escassa.

Na 2ª parte a equipa azul e branca entrou algo apática e o Vitória de Guimarães entrou muito bem e aos 49 minutos Bruno Duarte fez o empate num golo algo consentido pelo FC Porto. Nos minutos que se seguiram ao golo da equipa vimaranense, o jogo partiu-se com oportunidades de golo para as duas equipas. Mas aos 60 minutos, um passe em profundidade de Mbemba encontrou Marega que em velocidade bateu a defesa vimaranense e fez 1 golo de belo efeito. A partir deste momento, o Guimarães procurou empurrar o clube portista para a sua grande área mas o FC Porto soube segurar a bola e falhou escandalosamente o 3-1 por Corona. E já no último minuto dos descontos, o Guimarães podia ter feito o empate. Sérgio Conceição fez 3 alterações, todas na 2ª parte: aos 70 minutos teve de tirar Marega e colocou Manafá, aos 84 minutos Nakajima entrou para o lugar de Corona e Diogo Leite entrou para o lugar de Otávio aos 88 minutos

Destaque para Marega-marcou o golo decisivo-, Sérgio Oliveira, Otávio, Alex Telles e Mbemba. Quem esteve muito mal no jogo foi Zé Luís.

Foi 1 vitória à campeão! Houve momentos de excelente futebol e nos momentos menos conseguidos houve carácter e espírito de sacrifício.

Aos 70 minutos Marega decidiu abandonar o jogo face aos insultos racistas que foi alvo por parte dos adeptos vimaranenses. De facto, sempre que o jogador maliano tocava na bola era assobiado e ouvia uns uivos por parte duns energúmenos. Atitude corajosa do jogador azul e branco que decidiu dar 1 grito de revolta. Mas vamos ver se a Liga e a Federação actuam. Tenho sérias dúvidas. Um momento triste e vergonhoso do futebol português.

Uma liga que parecia perdida para o clube do regime está relançada. Aguardo com muita curiosidade pelas primeiras páginas da edição de amanhã do pasquim da Travessa da Queimada e do “rascord”.

Foi 1 excelente fim de semana!

Agora venha o Bayer Leverkusen em jogo a contar para a 1ª mão dos 16 avos de final da Liga Europa.

Nuno Morujão

Grande vitória em Alvalade do Futebol Clube do Porto! Foi 1 vitória muito feliz mas limpinha e sem ajudas de padres. O FC Porto entrou bem e marcou o 1-0 por Marega aos 7 minutos após um passe fabuloso de Corona. Mas depois do golo, o clube azul e branco em vez de partir para cima do adversário- que estava atarantado e desorientado- optou por gerir o jogo e a partir dos 15 minutos permitiu ao clube da zona de Alvalade jogar no seu meio campo. No entanto, o clube dos “viscondes” não conseguiu criar grandes oportunidades de golo. Só que em cima do intervalo, o Sporting empatou graças a 1 desconcentração e a várias falhas da equipa portista.

Na 2ª parte, o clube da zona de Alvalade entrou melhor, dispôs de algumas oportunidades de golo mas não conseguiu concretizar. Nessa altura disse para mim mesmo: os deuses da fortuna estão connosco, vamos ganhar o jogo. Foi o que sucedeu. Aos 65 minutos Sérgio Conceição colocou Luís Díaz no lugar de Nakajima. Diga-se que Nakajima era o único jogador portista que conseguia criar desequilíbrios no último terço do terreno. Com esta substituição, Marega passa para o lado direito e Luíz Díaz fica no lado esquerdo do ataque. E tudo mudou. Luís Díaz trouxe velocidade, imaginação e capacidade de criar desequilíbrios, Soares melhorou substancialmente de rendimento, Marega passou a jogar no lado em que rende mais e impediu que Acuna subisse tanto no terreno e a equipa azul e branca fechou melhor os flancos e não deixou que o adversário saísse com tanta facilidade para o ataque. Aos 73 minutos Soares fez o 2-1 final na sequência de 1 canto marcado por Alex Telles. E até ao final do jogo, o FC Porto esteve melhor e dispôs das melhores oportunidades de golo: Luíz Díaz por duas vezes e Alex Telles podiam ter feito o 3-1. Destaque para Soares, Nakajima, Corona e Luíz Díaz. Mbemba que entrou para o lugar de Pepe ainda na 1ª parte entrou bem e esteve seguro.

Vitória feliz mas limpa do FC Porto.

A partir deste momento, exige-se à equipa azul e branca muita concentração, solidez defensiva, equilíbrio táctico e eficácia na finalização. E muita lucidez e sensatez pois o polvo vai continuar a fazer das suas conforme se viu no jogo de ontem.

Agora venha o Moreirense!

P.S: Apesar da força do polvo vermelhusco e apesar das arbitragens vergonhosas, continuo a acreditar no título. Esta vitória vai dar muito ânimo e confiança à equipa e vai colocar em sentido a turma de carnide que, como sabemos, joga pouco futebol

Nuno Morujão

O FC Porto garantiu nesta quinta-feira o apuramento para os 16 avos de final da Liga Europa. Os dragões selaram a passagem na última jornada, com um triunfo frente ao Feyenoord (3-2), terminando no primeiro lugar do Grupo G, graças ao empate entre o Rangers e o Young Boys, na Escócia (1-1).

A equipa portista volta a chegar à passagem de ano ainda na Europa, algo que acontece de forma ininterrupta desde 2005/06, época da sofrível campanha na fase de grupos da Liga dos Campeões: último lugar, atrás de Inter, Rangers e um tal de Artmedia. Seguiram-se catorze anos a garantir a presença nas fases da eliminar das provas europeias.

Os dragões salvaram a imagem no panorama internacional mas fizeram um percurso errático, abaixo da habitual dimensão do clube. Venceram o Feyenoord quando o empate bastava, é certo, sem evidenciaram falhas defensivas que foram uma constante ao longo desta fase de grupos. O FC Porto encaixou nove golos, dois deles num início de jogo inacreditável no recinto portista.

À passagem da meia-hora, os cerca de 28 mil espectadores presentes no Estádio do Dragão já tinham assistido a uma curiosa troca de prendas entre as duas equipas. Um franco de Marsman permitiu o festejo de Luis Díaz (14m) e um autogolo inacreditável de Malacia (16m), após iniciativa de Soares, garantira uma vantagem de dois golos para os locais. Porém, estes devolveram a gentileza.

Sérgio Conceição dissera na véspera que os defesas-centrais do FC Porto ofereciam todas as garantias mas Pepe e Iván Marcano, sobretudo o luso-brasileiro, falharam nos lances que permitiram a resposta do Feyenoord. No 2-1, por exemplo, os dois ficaram a marcar o mesmo jogador (Senesi), libertando Botteghin para um cabeceamento fácil ao segundo poste (20m). Três minutos mais tarde, foi Larsson a antecipar-se a Pepe para assinar o empate com um desvio subtil.

O alarme soou na casa portista e, já depois de um penálti por marcar (mão de Sinisterra ao minuto 26), os portistas colocaram-se novamente em vantagem na sequência de um lance bem desenhado. Danilo serviu Marega na direita, este fugiu à marcação e cruzou atrasado para a entrada da área, onde Otávio obrigou Marsman a defesa incompleta. Na recarga, Soares impôs-se perante Eric Botteghin, com o defesa brasileiro a reclamar falta do adversário.

Nem um pio sequer.

A claque ilegal volta a manchar as ruas com violência, desta vez foi na capital do império, com cenas de agressão aos adeptos russos.

Segundo rezam as crónicas das redes sociais, porque por parte da comunicação social o silêncio é ensurdecedor, ultra croatas aliaram-se aos nn, para retaliar sobre a claque russa.

Em primeiro lugar, há que chamar a atenção, para o facto das autoridades portuguesas não terem “antecipado” a probabilidade da retaliação, preocupam-se só em tornar longa a revista aos adeptos portistas por esse país fora.

Em segundo lugar, chamar o quê à comunicação social manietada, presa e refém do clube de carnide, com ordem para tudo encobrir?

Aguarda-se nas próximas horas a intervenção do criador de mirtilos, que tão pressuroso foi em criticar os “assobiados” do João Félix, se não tiver ido ao Vanda metropolitano dar alento ao menino.

NOTA – Os casos abafados são tantos que até lhes perdemos a conta.
Ainda na passada sexta feira foram silenciadas as agressões no Bessa a dois jovens junto à pantera.
Cerca de 20 elementos dos No Name agrediram dois rapazes que se estavam a preparar para entrar no estádio (sócios do Boavista).

Não fosse a pronta actuação de um vigilante que colocou uma grade a proteger um dos rapazes que era pontapeado na cabeça, e não sabemos se hoje estaríamos a falar de mais um Marco Ficcini.

A polícia rapidamente chegou ao local (spotters e corpo de intervenção) apanhou todos os intervenientes, isolou-os numa caixa, mas pasme-se (ou não!), nada aconteceu, não existiram identificações e os bens comportados benfiquistas foram conduzidos até ao interior do estádio. VIVA A IMPUNIDADE!!!

Vitória tranquila e serena do Futebol Clube do Porto por 3-0 sobre o Casa Pia em Pina Manique em jogo a contar para 2ª jornada da fase de grupos da Taça da Liga. Foi 1 jogo sem história tal a diferença de qualidade entre estas 2 equipas. Esteve bem Sérgio Conceição em rodar os jogadores atendendo ao calendário duro e exigente deste mês e à diferença de ritmo, de intensidade e de qualidade de jogo entre os dois clubes. O Futebol Clube do Porto alinhou com Diogo Costa na baliza. Saravia, Mbemba, Diogo Leite e Manafá na defesa, Uribe, Sérgio Oliveira e Bruno Costa no meio campo e Luís Díaz, Soares e Nakajima no ataque. Desta forma, Sérgio Conceição poupou dez dos habituais titulares. Não foi 1 jogo de encher o olho mas deu para ver que se pode contar com Diogo Leite, Bruno Costa e Diogo Costa e que Sérgio Oliveira está plenamente recuperado. Os golos foram marcados por Saravia aos 50 minutos após 1 passe magnífico de Sérgio Oliveira, por Luis Díaz aos 68 minutos- excelente combinação ofensiva entre Sérgio Oliveira, Bruno Costa e Luis Díaz- e Soares aos 72 minutos. A equipa portista foi sempre superior ao adversário, controlou o jogo mas na 1ª parte falhou diversos passes e faltou acerto no último passe e no momento do remate. Soares e Bruno Costa, por exemplo, desperdiçaram 2 excelentes oportunidades de golo. Na 2ª parte, a toada do jogo manteve-se e o FC Porto acabou por concretizar em golos a sua superioridade. Ou seja, houve mais acerto no último passe e na finalização e falharam-se menos passes.

Destaque para Sérgio Oliveira, Bruno Costa e Luis Díaz. Fábio Silva mostrou no pouco tempo que esteve em campo que é 1 extraordinário avançado, com técnica, excelente mobilidade e muita garra. Saravia sobe bem no terreno e cruza com acerto mas faz faltas desnecessárias e não defende bem. E deu para estrear o lateral direito Tomás Esteves, um menino de 17 anos, que, se tiver a cabeça no lugar, vai ser 1 excelente jogador.

No domingo há 1 viagem difícil ao Jamor para defrontar o Belenenses.

Nuno Morujão

Um péssimo resultado e 1 má exibição do Futebol Clube do Porto em Glasgow. A equipa azul e branca perdeu por 2-0 e tem de vencer os 2 jogos que faltam para se apurar para a fase seguinte da Liga Europa. A equipa entrou bem com 3 centrais- Mbemba, Pepe e Marcano- e a jogar num sistema táctico de 5-3-2 no momento defensivo e 3-5-2 no momento ofensivo. Manafá e Alex Telles jogaram como laterais, Danilo, Uribe e Otávio no meio campo e Corona e Soares no ataque. Os primeiros 20 minutos foram do clube azul e branco, a pressionar o adversário em zonas altas e a criar 2 boas oportunidades de golo. Mas a partir dos 20 minutos, O Rangers equilibrou o jogo e acabou a 1ª parte a jogar melhor. Diga-se que a equipa portista impediu a equipa escocesa de cria perigo junto da sua baliza mas faltou-lhe qualidade no último passe e capacidade de criar desequilíbrios no último terço do terreno.

A segunda parte começou mal com a lesão de Pepe aos 47 minutos. O central foi substituído por Luís Díaz. Pensava-se que a equipa portista iria jogar num 4-3-3 com Luís Díaz a fazer companhia a Corona e Soares no ataque e Manafá, Mbemba, Marcano e Alex Telles na defesa. Puro engano. Sérgio Conceição não quis alterar o plano de jogo e manteve o esquema de 3 centrais com Corona a lateral direito e Manafá a lateral esquerdo e Mbemba, Marcano e Alex Telles(?) a centrais. Resultado, a equipa nunca mais se encontrou, recuou no terreno, perdeu o repentismo e a capacidade de criar desequilíbrios de Corona em zonas mais adiantadas, foi incapaz de sair com a bola controlada e em posse para o ataque e usou e abusou do pontapé para a frente, o que facilitou a tarefa defensiva da equipa escocesa. E aos 69 minutos o Rangers marca o 1º golo por Morelos- grande avançado. E 4 minutos depois Davis estabelece o resultado final perante a passividade da equipa portista. De imediato, Conceição meteu Fábio Silva para o lugar de Otávio, mas já nada a havia a fazer. Pouco antes, Zé Luís tinha entrado para o lugar do desinspirado Soares.

É importante que Sérgio Conceição e os jogadores reflictam sobre o que se está a passar. Os jogadores têm de ser mais empenhados, determinados e briosos no exercício da sua actividade profissional. E Sérgio Conceição tem de mudar o seu modus operandi. Gosto de Sérgio Conceição: é determinado, corajoso, é 1 pessoa de afectos e emoções- não gosto de pessoas frias e distantes-, dá o peito às balas e não é 1 pessoa opaca. Mas não pode levar tanto a peito determinadas situações, pois, por vezes, é necessário engolir sapos. E tem de saber perdoar. Vou dar 1 exemplo: num dos últimos jogos do Manchester City, Guardiola tirou Aguero e o avançado argentino não gostou, fez má cara e mostrou o seu desagrado ao treinador espanhol, tendo este olhado de lado para o seu jogador. Poucos minutos depois, o City marcou o golo da vitória. O que fez Guardiola? Foi festejar o golo com Aguero. Ou seja, passou a mensagem que conta com todos os jogadores, mesmo que alguns por vezes tomem atitudes menos felizes. É isto que Sérgio Conceição tem de fazer, mostrar a todos os jogadores do plantel que conta com eles. E tem de conferir mais equilíbrio táctico à equipa jogando com 1 linha de 3 jogadores do meio campo e não ter medo de lançar os jovens talentos da formação. Fábio Silva merece mais minutos e Vítor Ferreira merece a oportunidade de jogar na equipa principal.

Estou triste, preocupado e zangado com a equipa, mas domingo lá estarei no Bessa a apoiar o meu clube. Sempre com o meu clube, sobretudo nos momentos difíceis. É nos momentos difíceis que se vê o carácter das pessoas e a qualidade das equipas.

P.S: hoje fui ver 1 concerto, pelo que não pude ver a 2ª parte. Antes de entrar na sala soube do resultado pela App do meu clube. Fiquei muito triste, a minha vontade era não assistir ao concerto e ir embora. Mas a vida continua. Mal cheguei a casa fui ver a 2ª parte que tinha colocado a gravar. Melhores dias virão.

Nuno Morujão