Diversos

O FC Porto venceu (1-0) o Boavista, na deslocação ao Estádio do Bessa, em jogo de encerramento da 11.ª jornada da Liga NOS, com um golo de Alex Telles, aos 9 minutos da partida.

No final do encontro, Sérgio Conceição sublinhou o trabalho da equipa diante uma equipa “combativa” e “competitiva” como os axadrezados, frisando os aspetos que acabaram por anular o estilo de jogo da equipa orientada por Lito Vidigal.

“Os jogadores trabalharam muito para conseguirmos uma resultado positivo, com uma vitória. Um jogo que é sempre difícil, com uma equipa que joga sempre de forma direta, com jogadores muito combativos e uma equipa muito competitiva. Tivemos oportunidades para fazer o segundo golo e matar o jogo mais cedo. Conseguimos anular esse jogo mais direto e a conquista da primeira bola [por parte do Boavista]. Estávamos preparados para isso, são dois pontos fortes deles que controlamos e vencemos de forma justíssima”, afirmou o técnico portista em declarações à Sport TV.
Falta de jogadores e o plano diferente

“Tenho um plantel que me dá garantias, conto muito com toda a gente, independentemente de ter 17 ou 35 anos, o que conta é a competência. Dependendo do profissionalismo e também do jogo em questão, entra o onze que me dá mais garantias, que foi o caso. Sabemos o grupo que temos, não é o jogo que vai dar mais confiança ou mudar as ideias relativamente a um jogador, o Loum deu uma excelente resposta, o Fábio Silva, um menino com 17 anos, bateu-se como um homem. Estou completamente tranquilo naquilo que são as minhas escolhas.”

Questão disciplinar a Marchesín, Uribe, Saravia e Luis Díaz

“Falo dos jogadores que estavam aqui hoje, é o momento mais importante para mim. Não é o momento ideal para falar disso”, concluiu.

Marchesín e Saravia viajaram na manhã desta segunda-feira para Espanha para se juntarem à seleção argentina. No aeroporto Sá Carneiro, os dois jogadores do FC Porto – que estão sob alçada disciplinar dos dragões depois de terem infringido o regulamento interno no âmbito da presença na festa do 30.º aniversário de Cindy Álvarez Garcia, mulher de Uribe – não quiseram prestaram declarações, mas contaram com o apoio do famoso ‘Emplastro’. Recorde-se que a albiceleste vai estagiar em Palma de Maiorca antes de rumar a Riade para defrontar o Brasil (dia 15) e a Telavive onde irá jogar com o Uruguai

Pelo segundo jogo consecutivo, o FC Porto fez apenas um remate à baliza.

Já tinha sido assim em Glasgow, para a Liga dos Campeões, mas aí a consequência foi uma derrota por dois a zero frente ao Rangers.

Desta vez, porém, o remate único – da autoria de Alex Telles – garantiu um golo e a conquista dos três pontos no dérbi com o Boavista.

Importa esclarecer, em todo o caso, que Zé Luís ainda atirou uma bola ao ferro, mas para o Sofascore, que recolheu estas estatísticas para o Maisfutebol, os remates ao poste (ou barra) não contam como remates à baliza.

No total o FC Porto fez nove remates, contra sete do Boavista, que também só fez um remate à baliza.

Fábio Silva continua a acumular recordes na sua ainda curta carreira.

No domingo, tornou-se no mais jovem jogador de sempre do FC Porto a ser titular no campeonato. Com 17 anos e três meses, o avançado ultrapassou apenas por um mês Serafim, que atuou nos dragões no início da década de 60 do século passado. Fábio Silva foi uma das surpresas apresentadas por Sérgio Conceição no onze portista e a exibição mereceu muitos aplausos na hora da saída. O atacante teve de abandonar as quatro linhas pelo lado contrário do relvado, tendo, por isso, passado mesmo à frente da bancada onde estavam os adeptos do FC Porto que lhe deram uma enorme ovação. Fábio não parou, mas agradeceu enquanto se dirigia para o banco. Aí, recebeu num forte abraço de Sérgio Conceição.

Sérgio Conceição falou sobre as ausências de Marchesín, Uribe, Luis Díaz e Saravia devido a um alegado processo disciplinar, dizendo que só há uma pessoa verdadeiramente importante no clube, o presidente Pinto da Costa.

“Eu represento um grandíssimo clube, com muita história. É uma instituição que está acima de toda a gente. De todas as pessoas que passam no clube, um ou outro não é importante. Na minha opinião, só há uma pessoa que é verdadeiramente importante, que é o nosso presidente. A partir daí, de toda a gente que trabalha no clube, um ou outro vai andando, mas acaba o seu tempo e o seu ciclo e vai embora. E o clube continua forte e ganhador, como tem sido. Não tenho mais nada a comentar sobre isso”, atirou na conferência de imprensa após a vitória por 1-0 no terreno do Boavista.

Recorde-se que o quarteto sul-americano foi afastado da convocatória para o dérbi da Invicta por não ter respeitado o horário de recolher obrigatório do clube azul e branco.

Loum: “Vocês praticamente não veem os treinos e a culpa também é dos clubes porque antigamente viam o que se trabalhava e agora menos, mas o importante é o trabalho diário que ele faz. É sempre bom jogar bem e fazer um jogo positivo como ele fez, mas o mais importante é o trabalho diário. Para mim não é surpresa nenhuma e eu não estava à espera que ele fizesse um jogo espetacular para me convencer de alguma coisa. Para mim os jogadores convencem-me diariamente, nos treinos”.

Alex Telles: “Nós temos 26 jogadores disponíveis para jogar. O Alex Telles o ano passado fez 50 jogos. Há momentos em que outros jogadores que, a meu ver que sou treinador e sou pago para isso, e tenho de escolher os que estão em forma. O Alex Telles tenho conversado muito com ele e quando ele estiver na sua melhor forma e eu achar que ele deve jogar, ele vai jogar, como aconteceu hoje. Aqui não há jogadores intocáveis. Vocês viram que o Zé Luís no início da época foi titular e hoje entrou com uma vontade enorme que até ia fazendo o segundo golo. Aqui não há mau estar, claro que quando os resultados não são tão bons há desconfiança, mas isso é normal porque estamos no FC Porto”.

Equipa: “Não conheço jogadores que vão para o campo e não querem ganhar. Eu às vezes também me pergunto a mim próprio o que podia ter feito melhor. Não é só aos jogadores. Agora é trabalhar para seguir em frente e eu estou convencido que vamos conseguir títulos este ano”.

Expectativas para o dérbi: “As expectativas são as maiores, de fazer um bom jogo e ganhar. O resultado é o mais importante. Esperamos um jogo difícil. Dérbi histórico da cidade do Porto. O Boavista muito competitivo, tem feito um excelente trabalho com o Lito Vidigal. Vamos fazer o melhor jogo possível para ganhar os três pontos”.

Momentos das equipas: “Os jogos são todos especiais, todos importantes e competitivos, os momentos das equipas são pouco relevantes para o que acontece nos 90 minutos. Cabe-nos criar a história do jogo. No ano passado foi resolvido já nos descontos, o Boavista não tão bem como este ano, mas cada jogo tem a sua história. Mais fácil do que no ano passado. Foi muito importante, é para isso que vamos trabalhar, opara conseguirmos o objetivo mais importante que é o campeonato”.

Equipas combativas e o que é o FC Porto: “Acho que o futebol, ao contrário do que muitos líricos e românticos dizem, não tem a ver com isso. Tem a ver com equipas combativas, agressividade boa que metem a cada bola que disputam. Nós olhamos para aquilo que é o futebol inglês, o próprio futebol na Escócia, o nosso jogo em Glasgow. O Celtic, por exemplo, foi ganhar a Roma à Lázio. Tem a ver com essa agressividade, do próprio jogo, do ritmo que o jogo consegue ter. Depois surge o que é de outras características, o talento dos jogadores. Nós temos jogadores que podem resolver, em todos os momentos, é isso que esperamos, é isso que foi o FC Porto nestes dois anos e meio”.

Sobre Luis Díaz: “O intervalo entre os jogos é muito curto, a preparação dos jogos fazem-se de uma forma muito detalhada, ao pormenor e os pormenores do que aconteceu no último jogo são falados e corrigidos. O trabalho de campo não é muito grande e quando não dá para fazer esse trabalho de campo, há a conversa e aquilo que é o dar a entender aos jogadores o que não correu bem, obviamente. Mas não vale a pena falar do que se passou, não há nada a fazer sobre aquilo que se passou, mas sobre o que vai chegar”.

Espera um Boavista mais recuado ou ofensivo?: “Temos de estar preparados para essas situação, mas não controlamos a estratégia do adversário. Por aquilo que é a lógica espero uma linha de cinco atrás, mas ele [Lito Vidigal] pode surpreender e não jogar com três centrais”.

Boavista é a equipa com menos golos: “Isso faz parte daquilo que é o jogo. Não acredito que alguém prepare uma equipa para empatar, por exemplo. Eu também treinei equipas que não lutavam pelo título e dava sempre atenção à parte defensiva, mas não metia em cima da linha de golo para não sofrer golos”.

Sobre Matheus Uribe: “Já me falaram de dois ou três jogadores e eu quero realçar uma expressão que tive há uns tempos. Isto de representar o FC Porto não basta ter contrato, tem que se sentir o clube. Como disse uma vez, o Corona, por exemplo, não esteve bem na capacidade e brilhantismo no jogo, mas teve bem na transpiração. O importante não é olhar para aquele ou este e ver se tem mais uma assistência ou um golo, mas sim aquilo que me dão em termos de atitude. Tenho estes princípios. É exatamente isto que penso e que sinto e que lhes transmito”.

Estratégia utilizada frente ao Rangers é para manter? “São situações que fazem parte da estratégia para o jogo, da especificidade do jogo e dos jogadores disponíveis, agora é outro jogo, outra história”.

Ausência de Pepe e situação de Marega: “Pepe é uma baixa importante como as do Sérgio Oliveira e do Romário Baró, que não estão disponíveis. Todos os outros, incluindo o Marega, estão disponíveis, isso é o mais importante, e depois é formar o melhor onze”.