Francisco J. Marques: «Nos jogos do Benfica, os adversários não usam as...

Francisco J. Marques: «Nos jogos do Benfica, os adversários não usam as mesmas estratégias»

O tempo útil de jogo do campeonato português voltou a ser tema de conversa, desta feita com Francisco J. Marques a juntar-se ao coro de críticas ao que considerou ser um antijogo recorrente, sobretudo, nos jogos do FC Porto. Como exemplo, o diretor de comunicação dos dragões usou o jogo da Madeira, frente ao Marítimo.

“O que veio pôr estas coisas na atualidade foi o que se passou na Madeira. O campeonato português tem feito quase todos os jogos terem pouco tempo útil de jogo. Acontecer o que aconteceu na Madeira ainda acentua isso. O jogo da semana passada esteve abaixo dos 50 por cento. O Marítimo marcou cedo e depois de o FC Porto marcar o empate, jogaram-se 30 por cento de tempo útil. Isso é maus de mais. Isto está a ser sistematicamente usado como um expediemnte e um expediente para quebrar o ritmo. Vá lá saber-se porquê nos jogos do Benfica, os adversários não recorrem ao mesmo tipo de coisa. Não se demora um minuto a marcar um pontapé de canto. Na Madeira aconteceu. E é isso que é preciso de deixar para trás” começou por dizer o dirigente azul e branco.

“Isto não é uma embirração nossa, não é uma desculpa por não somarmos os 3 pontos, mas aqui estamos a ver o tempo útil e o tempo real. Após 12 segundos de jogo, o jogo esteve interrompido 2 minutos. Vamos em 12 segundos de tempo útil. Para jogar 19 segundos, tivemos mais de 3 minutos de jogo. Isto aconteceu mais do que uma vez. Há aqui razões culturais porque isto não é um fenómeno recente, mas é preciso dar mais tempo de desconto no final. Quando há uma lesão grave, um jogador precisa de ser assistido, ninguém contesta. Toda a gente compreende. O que não se compreende é que para marcar cantos, faltas a meio campo se perca este tempo. E se note diferenças de comportamento consoante o resultado. Isso é chico espertismo. Os árbitros têm de ter papel pedagógico neste âmbito”, acrescentou.

Francisco J. Marques deixou também reparos à agressividade excessiva do Marítimo e também ao relvado. “A sucessão de faltas de que os nossos jogadores foram vítimas, com entradas à margem das leis, só tinham uma solução: as equipas serem castigadas disciplinarmente. Mas se a equipa de arbitragem tiver tolerância com esse jogo mais agressivo, da canela até ao pescoço, que foi como o Marítimo jogou, isso incentiva a que prossigam. Foi um exagero. A isto junta-se um terceiro pormenor: o relvado. Tivemos uma série de fatores que todos concorriam para o mesmo objetivo: procurar impedir o FC Porto de vencer. Esta má prática está a ser bem-sucedida. Era um relvado que não estava erm condições. Hoje em conversa com o Sérgio Conceição, ele contou-me que quando iam no corredor do estádio da Madeira o árbitro avisou que o relvado estava encharcado, para não querermos o relvado ainda mais regado. O árbitro disse que está encharcado. O que os regulamentos prevêem é que é regado se as duas equipas estiverem de acordo. Mas é o árbitro que avisa o Sérgio que o relvado está encharcado. Como se explica se não houve razões climatéricas para isso?”, questionou o dirigente.

“Mas mais. Houve um jogo da seleção sub-17. A liga classifica os relvados, pelos delegados, o relvado da Madeira é penúltimo. Sabe-se que é o segundo pior, era um relvado que não era aconselhável que houvesse um jogo dois dias antes. São estas coisas que dificultam. O FC Porto tem de defrontas uma série de obstáculos: relvados, arbitrahgens nais complacentes, perdas de tempo, etc. Um sem numero de obstáculos ao FC Porto, é uma pena que estas coisas não sejam alvo de reflexão”, concluiu.